Ao acordar, o diabetes

Ao acordar, o diabetes


Ao abrir os olhos para mais um dia, me deparo com agulhas, tiras, seringas e números.
Pensar no abaixo de “100”, no que comer e se isso, bem calculado, pode ou não me abater.
Rotinas, insulinas, unidades, frações, segundos e eu aqui, mais uma vez, em mais um dia, com os meus olhos abertos vivendo o diabetes.
De olhos fechados, me vejo livre, sem rotinas, deveres e obrigações, iniciados na ponta de um dedo, com uma gota de sangue pra início de conversa, com ações e reações.
Não, isso não é uma prisão onde conto os dias para o término da minha sentença.
Mas a liberdade, muitas das vezes invisível aos nosso olhos, se alimentam em sonhos que poderiam, num abrir dos olhos, enxergar um dia sem ter ou ouvir falar “Diabetes”.

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