É tão claro que…

É tão claro que…


É tão claro que…

Eu não sou médico, mas isso não tira a capacidade de dizer o que acho certo ou errado sobre a minha vida. Apenas não me capacita profissionalmente de ser independente sobre o que acontece com a minha saúde.

As escolhas, os riscos e os erros, eu sou capaz de assumi a medida que aos meus 18 anos, eu ganhei a minha “autonomia” civil.

Posso não saber bem sobre pâncreas, células alfa, beta, gama e seja lá o que isso for e como funciona ou não dentro de mim. O que eu sei, é que tenho diabetes e este fato, a princípio, já me deixaria satisfeito se soubesse a seguinte questão: “Quando virá a cura?”

Não tenho medo de errar e nem muito menos de assumir quando isso ocorre. Aliás, você pode considerar o diabetes um enorme erro na sua vida. No meu, foi o acerto para muitos erros nos quais eu cometia.

Não tenho pressa em saber do futuro, mas tenho ansiedade em viver cada segundo.

E essas coisas se tornam tão claras a cada dia que passa, por saber que não sou um doente condenado a morte, mas que ando todos os dias com uma doença e que eu aprendo a ser livre, quando passo a entender melhor ela.

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